Dialogar com Deus na missa: Rito da Palavra

A Proclamação da Palavra é feita do Ambão, que é a mesa da Palavra. O LUGAR DA PALAVRA. Através da leitura da Bíblia, Deus fala à comunidade reunida como Povo de Deus. A comunidade senta-se para escutar atentamente o que Deus tem a lhe dizer. A liturgia da Palavra inicia com a primeira leitura e finaliza com as preces da comunidade.

Informativo Completo

PRIMEIRA LEITURA: Geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. Deus foi se revelando desde há muito tempo ao povo de Israel, como um Deus que acompanha os passos do seu povo e renova constantemente a Palavra fiel da aliança.

SALMO: É uma resposta, em forma orante, para ajudar a Assembleia a rezar e a meditar na Palavra ouvida. É recomendável que seja cantado. Quando não é possível um salmista cantar, pelo menos o refrão seja cantado pela assembleia e o salmista proclama o salmo.

 SEGUNDA LEITURA: Tirada do Novo Testamento, as cartas ou epístolas, são sempre trechos das cartas e pregações feitas pelos apóstolos Paulo, Tiago, João e Pedro às diversas comunidades do início do cristianismo. A proclamação, na missa, se dirige aos cristãos de todos os tempos.

 ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: Terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembleia a ouvir o Evangelho. O Canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor que vai nos falar. Toda assembleia coloca-se de pé para estar em prontidão ao Senhor que fala. Fora do tempo quaresmal é aconselhável que seja sempre o Aleluia!

 EVANGELHO: São quatro os evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João. O evangelho é escolhido pela Igreja, numa sequência coerente para que possamos progredir na compreensão da vontade de Deus. Toda a Assembleia está de pé. A Palavra de Deus solenemente anunciada, é como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar. É a Boa Notícia de Jesus, Boa Nova, Boa Mensagem de salvação. Nós a acolhemos com alegria na missa e somos convidados a anunciá-la aos outros na missão, isto é, quando saímos da missa.

 HOMILIA: É uma conversa familiar que o presidente da celebração faz com a assembleia reunida, ajudando-a a compreender a Palavra de Deus. A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado sua missão na terra, por isso passou aos Apóstolos o seu poder recebido do Pai e lhes deu ordem para que pregassem o Evangelho a todos os povos. O sacerdote é esse “homem de Deus”. Na homilia, ele “atualiza” o que foi dito há dois mil anos e nos fala o que Deus está querendo nos dizer hoje.

 PROFISSÃO DE FÉ: É a oração do creio, que é a síntese de toda a fé. É a resposta do povo que celebra e busca viver a proposta de Deus. Nele estão expostas as verdades fundamentais da doutrina Católica. Através dessa oração expressamos a mesma fé, as mesmas verdades e somos convidados a vivê-las com mais amor, testemunho e esperança.

 PRECES: Após a oração do creio, a comunidade celebrante é convidada a elevar seus pedidos ao Pai. Conforme diz São Paulo: “apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica em ação de graças” (Fl 4,6). Diante dos apelos que a Palavra proclamada nos faz e a partir das necessidades da comunidade, da Igreja e do mundo, apresentamos pedidos e súplicas pelas necessidades, angústias, dores e desejos. É bom que a comunidade elabore e prepare suas preces e não apenas leia as que estão prontas em folhetos. Às vezes, não expressam a realidade da comunidade. A resposta às preces seja cantada ou manifestada com confiança em forma de intercessão.

Maria Luiza Gonçalves, catequista na Comunidade Rainha dos Apóstolos.

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