Assunção de Maria

A Assunção de Maria é o dogma (doutrina revelada) expressa pela Igreja. De acordo com o Dogma da Assunção, Maria não padeceu a morte como todos os homens. Seu corpo não conheceu a decomposição. Quando chegou o fim de sua vida (aproximadamente 60 anos), ela haveria dormido e durante esse sono, o próprio Jesus, acompanhado de Anjos desceram à Terra para buscá-la. Por isso, esse fenômeno é chamado Assunção, ou seja, ela foi levada, erguida, não por suas próprias forças, mas pela graça de Deus. Isso é diferente da Ascensão de Jesus: Ele subiu aos céus depois de sua ressurreição por sua própria força e poder.

Mas a assunção de Maria tem um significado importante para a nossa fé: assim como Maria, Deus quer que todos estejamos nos céus, com Ele. E mais! Assim como Maria participou da ressurreição de Jesus e da subida aos céus, todos nós iremos um dia ser levados a presença de Deus. A humanidade já está em Deus, representados pelas pessoas de Jesus e Maria.

 

Ao terminar a Sua missão na terra, Maria, a Imaculada Mãe de Deus, «foi elevada em corpo e alma à glória do céu» (Pio XII), sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação.

Esta glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida».

É também o fruto da íntima e profunda união existente entre Maria e a Sua missão e Cristo e a Sua obra salvadora. Plenamente unida a Cristo, como Sua Mãe e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilhação e no sofrimento, não podia deixar de vir a participar do mistério de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conformação levada até às últimas consequências. Por isso, Maria é «elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte» (LG. 59).

Este privilégio, concedido à Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, é «Sinal» de esperança e de alegria para todo o Povo de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a Mãe de Jesus, «glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro» (LG. 68).

O triunfo de Maria, mãe e filha da Igreja, será o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a glória plena, de que Maria goza já.

A Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, é a garantia de que o homem se salvará todo: também o nosso corpo ressuscitará! A Assunção de Maria é o penhor seguro de que o homem triunfará da morte!

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